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Bom humor é dinheiro

Uma organização alegre e com bom clima organizacional, cria mais riqueza.

 

 

Em época de Festas e de balanço, partilho uma das melhores frases que ouvi em 2021: Bom humor é dinheiro”!

Participei numa conferência dedicada aos Recursos Humanos e um dos palestrantes lançou esta frase. Fez-me todo o sentido. Fez-me refletir sobre a forma como lidamos uns com os outros, nas organizações. Habitualmente, abordamos estes assuntos, de RH e de produção, de uma forma séria, solene, cinzenta, formal, tecnicista e quase científica. Produzir e otimizar o desempenho das pessoas são definidos como objetivos e fins, em si próprios, e são, frequentemente, percecionados como incompatíveis com uma atitude serena, amistosa, divertida e positiva no local de trabalho. Convido a uma reflexão sobre este assunto.

 

Por convicção pessoal, acredito que tudo deve girar à volta das pessoas. Esquecemo-nos, sistematicamente, de o fazer. Conseguimos cair no extremo de dar vida própria a sistemas que dependem das pessoas e do seu comportamento. A título de exemplo, falamos de economia como uma ciência, que vive por si, e que serve os mercados (conceito muitíssimo abstrato para a maioria da população). Esquecemo-nos que a economia, tal como todas as outras ciências, existe em função das pessoas. De igual forma, as ciências políticas estão a cargo de pessoas que devem trabalhar para servir a sociedade, logo, para servir pessoas. O mesmo se aplica às organizações. Qualquer organização serve pessoas: presta serviços, produz e transaciona bens para outras organizações e pessoas, ganha dinheiro (para pessoas) ou gasta dinheiro cuidando de pessoas (as sem fins lucrativos). De uma forma muito simplista e resumida, de forma direta ou indireta, as organizações existem para servir as pessoas e, sem pessoas, não há organizações. Não existe outra forma de colocar a questão. Este é o propósito, o âmago e a essência das organizações.

 

E se nada sobrevive sem pessoas, é desejável que tenhamos sempre em mente que a maior riqueza de qualquer organização são as pessoas que a compõem e que cada um é único, com características próprias, com vivências e necessidades específicas. Nunca se pode perder de vista, este fundamento. É uma questão basilar.

 

Colocamos habitualmente o foco no cliente e na nossa competitividade no mercado, pressionamos as equipas para o resultado, por vezes com custos pessoais elevados, inclusive o da saúde mental e, mais uma vez, esquecemo-nos de ir à origem das coisas. Ninguém é capaz de cuidar bem dos seus clientes se não souber cuidar, primeiramente, de si próprio, dos seus e da sua própria casa. Pode parecer um lugar-comum. No entanto, quantos de nós se preocupam verdadeiramente com o bem-estar físico e emocional dos seus colaboradores ao ponto de tomar decisões, à primeira vista menos boas para o negócio, mas que se afiguram como fundamentais para a saúde das equipas?

 

No que diz respeito às pessoas, em contexto de trabalho, a equação é muito simples e mais do que comprovada: pessoas felizes trabalham melhor e produzem melhor. Esta é uma verdade inquestionável. A proposta é a de que as organizações comecem a refletir muito seriamente na alegria dos seus colaboradores. A alegria cria bem-estar emocional. O bem-estar emocional propicia o bem-estar físico e a saúde. O bem-estar geral traz felicidade. A felicidade produz melhor desempenho.

 

Por outro lado, na mão de cada um de nós, trabalhador, está o esforço de promovermos o nosso próprio bem-estar e o de o proporcionarmos aos colegas com quem nos relacionamos. Ao alcance de todos encontra-se um instrumento fantástico, potenciador de alegria: o bom humor! Simples, não é? O humor, a alegria, os sorrisos, os rizos e as gargalhadas são ingredientes básicos, gratuitos e disponíveis para se poder abordar a produção e o desempenho de uma forma seríssima e eficaz.

 

Pessoas bem-dispostas e bem-humoradas apresentam melhor desempenho. Uma organização alegre e com bom clima organizacional, cria mais riqueza e aplica melhor os seus recursos financeiros. É urgente deixarmos de lado o pudor de sermos genuínos na nossa esfera profissional.

 

Ser-se formal, conservador e solene não quer dizer, obrigatoriamente, ser-se correto, reto, honesto, rigoroso ou eficiente. Pode ser-se leve e ser-se rigoroso. Pode ser-se alegre e ser-se reto, honesto e eficiente. O bom-humor é um desbloqueador natural de problemas. Uma boa gargalhada é um momento de positividade que permite ganhar-se fôlego para o passo seguinte. Do meu ponto de vista, uma organização bem-sucedida é também uma organização promotora e produtora de bem-estar. Utilizar-se o recurso do bom-humor, pessoal e profissionalmente, é um indicador de inteligência. É ser-se capaz de criar valor.

 

Então, é fácil concluir-se que, efetivamente, bom humor é dinheiro!

Boas festas e sejam felizes connosco!

 

Sílvia Coelho

Diretora Interina do CECOA





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